Clorofila descoberta em microfóssil de algas de bilhões de anos

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Microfotografia do fóssil Arctacellularia tetragonala, um dos primeiros fósseis inequívocos de eucariotos fotossintéticos.

Rpesquisadores descobriram o primeiro no local evidência de remanescentes de clorofila em um microfóssil de algas multicelulares de bilhões de anos preservado em xistos da Bacia do Congo. Esta descoberta, que é o tema de um artigo publicado na revista Natureza das Comunicações, permitiu identificar um dos primeiros organismos eucarióticos fototróficos no registro fóssil abrindo novas perspectivas no estudo da diversificação de eucariotos dentro dos primeiros ecossistemas.

O surgimento da fotossíntese é um passo fundamental na evolução dos eucariotos e, portanto, da vida, pois modificou profundamente os ecossistemas terrestres. Embora os relógios moleculares (uma técnica usada por biólogos para datar a distância temporal entre duas espécies de seu ancestral comum) prevejam esse surgimento durante o Proterozóico (terceiro éon pré-cambriano de -2.5 bilhões a -541 milhões de anos atrás), os cientistas encontraram muito poucos microfósseis de eucariotos fotossintéticos. A detecção de subprodutos metabólicos no local em microfósseis individuais é a chave para a identificação direta de seus metabolismos, mas até agora permaneceu indefinida.

O novo estudo de Marie Catherine Sforna, pesquisadora de pós-doutorado no Laboratório Early Traces of Life (Astrobiologia/Faculdade de Ciências) da Universidade ULiège, dirigido pelo Prof. Emmanuelle Javaux, forneceu uma nova metodologia usando fluorescência e absorção de raios X síncrotron identificar o metabolismo fototrófico dos primeiros eucariotos no registro fóssil. Os fósseis foram preservados como compressões carbonáceas em xistos da Bacia do Congo, na República Democrática do Congo.

Com colaboradores da Australian National University, a Comissão para o mapa geológico do mundo (França), a Swiss Light Source (Suíça), o Synchrotron Soleil (França), a Universidade de Lille (França), o UR FOCUS (Liège) e os pesquisadores do Museu Real da África Central (Bélgica) da Universidade de Liège identificaram níquel-geoporfirinas, preservadas no local nas células de um eucarioto multicelular com cerca de um bilhão de anos: Arctacellularia tetragonala.

“Identificamos esses fragmentos como derivados da clorofila, indicando que Arctacellularia tetragonala era um eucarioto fototrófico, uma das primeiras algas inequívocas”, disse o Dr. Sforna.

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